CASTELO DE OURÉM

D_Joao_IV.gif (34798 bytes)

torcha2.gif (8308 bytes)  aourem1.jpg (16998 bytes)   torcha2.gif (8308 bytes)tocha11.gif (8667 bytes)

tocha11.gif (8667 bytes) guerreiro01.gif (22587 bytes)

ourem431.jpg (200533 bytes)Com possível origem em tempos sem historia, tal é a sua antiguidade, foi construído no alto de monte tendo por base outras construções mais antigas, dominando todo o que lhe está subjacente.ourem7.jpg (8892 bytes)

 

Ourém, a velha vila que o megassismo de 1755 grandemente destroçou, e cujos principais monumentos depois disso restaurados vieram a ser vitimas em 1810 da vandálica acção das tropas francesas de Massena, fora até ao século XVIII uma notável povoação. ourem2.jpg (13459 bytes)

         Assente no alto duma colina de declive alcantilado em certos lugares, essa situação topográfica e o facto de morrer a não longa distância uma ribeira induzem a crer que desde remota época pré-histórica tivesse sido assento de ocupação humana, atravessando depois em circunstâncias mal conhecidas os seculares tempos durante os quais a região esteve sucessivamente dominada por romanos, suevos, visigodos e árabe-berberes, até ser libertada deste último domínio e integrada nas terras que para o sul iam prolongando o recente reino de Portugal. ourem1.jpg (22244 bytes)

         Documentalmente, a sua história não remonta para além do século XII; o nome Ourém aparece pela primeira vez em 1159 no diploma que doando aos templários o castelo de Ceras e o seu termo, inclui nas confrontações destes um local assinalado com o nome de portum Ourens, crivelmente um vau da ribeira de Ourém. A velha vila assim chamada foi objecto da doação feita por D. Afonso Henriques a sua filha D. Teresa, em data que se desconhece, mas certamente bastante anterior a 1180, visto que neste ano outorgou a infanta aos moradores de Ourém direitos municipais concedendo-lhes foral. ourem4.jpg (16027 bytes)

         Em 1299 ainda o povoamento desta vila, que entretanto revertera a Coroa, continuava fraco, visto te-la D. Dinis doado nesse ano a Martim Lourenço da Cerveira com obrigação de o promover; porém relativamente ao século XIV há base documental que permite crer muito aproximado ao de Torres Novas, ou ao de Pombal, o número dos seus moradores. Nos fins deste século andou Ourém relacionada, como quase todas as terras portuguesas, com as vicissitudes da crise dinástica subsequente ao falecimento de D. Fernando. Sob autoridade do Conde de Barcelos, João Afonso Tela de Meneses, irmão da rainha viuva Leonor Teles a vila não apoiou, decerto contra a vontade dos seus moradores, o movimento patriótico chefiado pelo Mestre de Avis, futuro D. João I; foi porém conquistada no começo do verão de 1384 pelo Mestre da Ordem de Cristo, e assim ficou incluída na falange de povoações que se negavam a reconhecer quaisquer direitos régios ao monarca castelhano.         ourem3.jpg (12374 bytes)ourem6.jpg (11605 bytes)

         D. João, como consorte da filha e herdeira do defunto monarca português. Por ai fez transito e algum estacionamento a hoste do Condestável nas vésperas de Aljubarrota.

         Monumentalmente, o esplendor de Ourém foi obra quatrocentista dos condes de Ourém e duques de Bragança, em cuja opulenta casa ducal a vila estava incluída. Mas não só o palácio dos condes e a Colegiade, em cuja cripta jaz, num artístico túmulo, o conde D. Afonso, marquês de Valença, recordam essas iniciativas, pois também acrescentamentos operados no castelo então foram realizados. ourem5.jpg (6636 bytes)

         Desde muito cedo, a velha vila de Ourém deve ter sido povoação fortificada. Com verosimilhança se crê que já o fosse nesses tempos da dominação muçulmana; mas a documentação só se lhe refere, pela primeira vez, em 1178, embora em termos de poder considerar-se já anterior a sua existência. ourem8.jpg (8788 bytes)

         Arruinado pelo megassismo de 1755, e descurado por uma população minimizada pela criação da vizinha Vila Nova de Ourém, dele restavam há poucos anos apenas algumas torres e arruinados panos de muralha – porém a Fundação da Casa de Bragança benemeritamente promoveu obras de restauro e reedificação que restituíram a sua primitiva grandiosidade, melhor recordando assim que por ali ecoou em horas trágicas e voz de Portugal,

    crossed2MH.gif (2016 bytes)