CASTELO DE MÉRTOLA
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Lindo e belo este castelo da época medieval de duas torres com especial predominância a torre de menagem, vários torreões amparam as suas muralhas.
Mértola,
a calma vila que se derrama por sobre um morro erguido à beira do Guadiana, junto da
confluência deste rio com a ribeira de Oeiras, tem um remoto passado. Ao longo dos
séculos e em circunstâncias que se desconhecem, o rude povoado pré-histórico foi-se
tornando aglomerado humano cada vez mais progressivo, e por fim importante cidade, aquela
Myrtilis à qual os Romanos conservaram o nome e deram novo alento, quando, nos primeiros
séculos da era cristã, assentaram na Península o seu domínio e os benefícios da
chamada paz romana. Uma via militar foi traçada a passar por junto da Myrtilis
romanizada; e a cidade, já engrandecida com o título de Augusta, foi dotada de várias
edificações, entre as quais uma ponte ou mais provavelmente um cais, de que restam
alguns, derruídos pilares, cravados na margem do Guadiana. 
Os
subsequentes domínios, sobretudo o visigotico até ao século VIII e o árabe a seguir,
deram a Mértola novas características, que a descoberta de restos materiais tem
denunciado; e ela continuava sendo povoação importante, quando, em 1238, no decurso das
campanhas de D. Sancho II, se tornou portuguesa. Doada a Ordem de Santiago no ano
seguinte, veio a receber em 1254 a categoria de vila e o seu primeiro foral, abrangido em
1512 pela reforma foraleira manuelina, quando já a vila fora objecto de novos
melhoramentos materiais.
Mértola
foi desde cedo uma povoação fortificada, perdurando das suas defesas militares medievais
restos ainda bem explícitos; e ao alto um dominador castelo, construído por importante
torre de menagem, em cujos flancos se apoiam os topos da muralha casteleira provida de
torres, e envolvendo a povoação uma cerca igualmente torreada que partilha daquela e a
ela voltava após percurso alongado até a beira do rio.
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