"CASTELO" RUÍNAS DE
CONIMBRIGA

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         Como é geralmente sabido, os Romanos, após terem conquistado o castro lusitano que se situava no alto da actual Coimbra, e cuja origem se perde na penumbra de pristinos séculos, deram a essa povoação fortificada o nome de Emínio (Aeminium). Porém, ainda que Eminio lhes merecesse atenção, certo é muito mais se terem interessado por uma outra povoação, de idêntica ascendência, situada a uns vinte quilómetros ao sul-sudoeste de Eminio, e a qual, alatinando-lhe o antigo nome, chamaram Conimbriga, estabelecendo aí um nó rodoviário a onde vinham entroncar as estradas ocidentais da vasta rede vial com que dotaram a Hispânia. conimbriga132.jpg (85963 bytes)

         Durante os séculos de dominação romana, Coninbriga tornou-se cidade importante e rica, como testemunham as ruínas postas modernamente a descoberto. Decerto por isso, os Suevos, tendo ocupado o noroeste da Península, a tornaram alvo dos seus ataques, reduzindo-Ihe a ruínas, no ano de 468, as muralhas e edifícios, após uma primeira investida realizada em 464. O triunfo dos Visigodos sobre os Suevos trouxe à arruinada cidade uma precária melhoria, mas já entre 580 e 589 deixou Conimbriga de ser cidade episcopal, transferida para Emínia a sede da diocese conimbricence. E pouco a pouco, com o abandono de moradores, também o nome da outrora florescente cidade emigrou, cersindo-se durante alguns séculos com o topónimo Emínio, até que, desde o século IX, o suplantou. Conimbriga se chamou, pois, durante esse largo período, a cidade do Mondego; por fim este nome, tornado já Conimbria e Colimbria no latim dos tabeliães, veio a tomar, desde o balbuciar da língua portuguesa, a sua configuração definitiva, Coimbra. conimbriga2.jpg (10378 bytes)

         Quando, porém, esta última modificação toponímica se tornou corrente, já a povoção – Emínio, Conimbria, e por fim Coimbra – tinha uma assaz longa e agitada história  como é geralmente sabido. Crescendo em importância sob o governo dos reis visigodos, veio a ser ardorosamente disputada entre os muçulmanos e os cristãos da Reconquista; muçulmana desde 713 ate 878, voltou neste ano ao domínio cristão, para após algumas alarnativas de menor duração ser de novo submetida ao poder e ocupação de muçulmanos com a conquista realizada em 987 pelo célebre Almançor.

         Libertada definitivamente do jugo muçulmano pelos exércitos do grande rei leonês - Castelhano Fernando Magno, há um milénio (1061, foi dele então, e nos seus primeiros séculos, sucessivamente robustecida sob o governo do Conde Sisnanda (1064-1091), a quem deveu o restauro de suas fortificações, que o tempo e as vicissitudes bélicas tinham danificado; sob o dos condes portucalenses, Henrique e Teresa, tendo esta resistido aí, com as forças locais, ao temeroso ataque muçulmano de 1117; e finalmente sob o dos monarcas portugueses, sobretudo os primeiros.

 

 

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